Mulheres Candidatas 2028

PROJETANDO O FUTURO — 2028 COMEÇA AGORA

A presença das mulheres na sociedade brasileira ainda não se transforma, na mesma proporção, em presença nos espaços onde as principais decisões são tomadas.

Estamos nas universidades, nas empresas, nas comunidades, nas famílias, na cultura, nos movimentos sociais, nas igrejas, nas profissões e em praticamente todos os setores da sociedade.

Também estamos nos partidos políticos.

Mas ainda precisamos ampliar nossa presença nas Câmaras Municipais, Prefeituras e demais espaços de decisão pública.

O Projetando o Futuro nasce para enfrentar essa contradição.

E começa por uma escolha fundamental:

NÃO QUEREMOS ESPERAR 2028 PARA PROCURAR CANDIDATAS.

Queremos começar agora a construir lideranças.

Mulheres que conheçam seus municípios, compreendam os problemas da população, desenvolvam conhecimento, participem de causas concretas, aprendam a organizar pessoas, construam presença social e estejam preparadas para participar da vida pública.

Nosso objetivo para as eleições municipais de 2028 é claro: contribuir para eleger mais mulheres, trabalhando para ampliar sua presença tanto nas Câmaras Municipais quanto nas Prefeituras e para que cada município brasileiro possa ter, no mínimo, uma mulher eleita para sua Câmara Municipal.

NÃO QUEREMOS APENAS MAIS CANDIDATURAS. QUEREMOS MAIS MULHERES ELEITAS.

Existe uma diferença importante entre colocar o nome de uma mulher em uma eleição e construir uma liderança capaz de conquistar a confiança da população.

Uma candidatura não deveria começar quando chega o período eleitoral.

Ela pode começar muito antes.

Começa quando uma mulher participa dos problemas da sua comunidade.

Quando estuda.

Quando propõe.

Quando mobiliza.

Quando conhece o funcionamento do poder público.

Quando aprende a ouvir.

Quando constrói soluções.

Quando outras pessoas começam a reconhecer nela capacidade para representar seus interesses.

Por isso, o Projetando o Futuro propõe um caminho diferente: formação, organização, mobilização e atuação nos municípios antes da eleição. A candidatura poderá ser consequência dessa caminhada — e não seu ponto de partida.

UMA REDE NACIONAL DE MULHERES

Não queremos construir uma organização na qual todas precisem pensar da mesma maneira.

Somos diferentes.

Existem entre nós mulheres de direita, de esquerda e de centro. Mulheres de diferentes religiões, profissões, gerações, classes sociais, territórios e histórias de vida.

Essas diferenças continuarão existindo.

O desafio é descobrir aquilo que conseguimos construir apesar delas.

O Projetando o Futuro propõe uma rede nacional baseada não na uniformidade de pensamento, mas na capacidade de reconhecer objetivos comuns, produzir conhecimento e agir coletivamente nos municípios.

NÃO PRECISAMOS PENSAR IGUAL PARA CONSTRUIR JUNTAS.

Essa independência também vale para os partidos políticos.

A Rehlum não pretende transformar o movimento em extensão de um partido.

Quando chegar o momento eleitoral, cada mulher continuará tendo liberdade para escolher sua filiação, suas posições e seu próprio caminho político.

Nossa construção acontece antes disso.

Queremos formar mulheres capazes de chegar aos espaços políticos com pensamento, experiência, causas, propostas e trabalho realizado.

O MUNICÍPIO É ONDE COMEÇAMOS

É no município que grande parte da vida acontece.

É onde utilizamos o posto de saúde.

Onde nossos filhos estudam.

Onde encontramos problemas de mobilidade, iluminação, saneamento, segurança, assistência social e infraestrutura.

É também onde podemos começar a construir soluções.

Por isso, o Projetando o Futuro pretende estimular a formação de núcleos municipais de mulheres, capazes de conhecer a realidade local, identificar problemas, organizar causas e desenvolver ações concretas.

Não precisamos esperar um mandato para começar a transformar uma cidade.

PRIMEIRO VAMOS APRENDER A FAZER. DEPOIS PODEREMOS PEDIR À POPULAÇÃO A OPORTUNIDADE DE REPRESENTÁ-LA.

NOSSAS CAUSAS COMEÇAM ANTES DAS ELEIÇÕES

A preparação para 2028 não será apenas política.

Será prática.

O projeto parte de causas concretas relacionadas à vida da população: enfrentamento à violência, saúde pública, proteção da terceira idade e capacidade dos serviços públicos essenciais. Essas áreas aparecem como as quatro bandeiras iniciais da mobilização.

Queremos mulheres participando da discussão dos problemas de suas cidades e, principalmente, da construção de respostas.

Isso significa aprender também a compreender orçamento, políticas públicas, planejamento, legislação e funcionamento da administração municipal.

Uma das propostas desenvolvidas pela Rehlum, por exemplo, trabalha com a ideia de que o município deve conhecer permanentemente sua capacidade de atendimento, identificar déficits e estabelecer prioridades objetivas.

Porque participar do poder não pode significar apenas aprender a disputar uma eleição.

PRECISA SIGNIFICAR PREPARAR-SE PARA GOVERNAR, LEGISLAR, FISCALIZAR, PROPOR E DECIDIR.

VOCÊ NÃO PRECISA SER CANDIDATA PARA PARTICIPAR

Talvez você queira disputar uma eleição.

Talvez não.

As duas escolhas são legítimas.

Uma rede política e social precisa de candidatas, mas também precisa de mulheres capazes de pesquisar, escrever, organizar encontros, comunicar, mobilizar comunidades, elaborar projetos, estudar legislação, formar outras mulheres, construir propostas e acompanhar o poder público.

O próprio projeto estabelece esse princípio: você não precisa ser candidata para fazer parte dessa construção.

Algumas mulheres poderão chegar a 2028 como candidatas.

Outras estarão ao lado delas.

Outras continuarão construindo suas próprias causas.

Todas podem ter um lugar.

PRIMEIRO OS CRITÉRIOS. DEPOIS OS NOMES.

Quando 2028 chegar, não queremos escolher mulheres simplesmente porque desejam ser candidatas.

Queremos olhar para a caminhada construída.

Quem participou?

Quem trabalhou?

Quem estudou?

Quem ajudou outras mulheres?

Quem construiu uma causa?

Quem conhece seu município?

Quem demonstrou capacidade de diálogo?

Quem possui propostas?

Quem consegue representar pessoas diferentes de si mesma?

O projeto parte justamente da ideia de que a escolha para 2028 deve começar antes de 2028, com critérios anteriores aos nomes e com autonomia para que cada mulher tome sua própria decisão.

QUEM FOR ELEITA CONTINUARÁ FAZENDO PARTE DA REDE. QUEM NÃO FOR ELEITA TAMBÉM.

Uma eleição não pode destruir aquilo que levou anos para ser construído.

Algumas vencerão.

Outras não.

Isso faz parte da democracia.

Queremos construir uma cultura política na qual duas mulheres possam disputar o mesmo espaço sem transformar divergência em destruição pessoal.

Uma adversária eleitoral não precisa se transformar em inimiga.

E uma derrota eleitoral não precisa significar o fim de uma liderança.

NOSSO PROJETO NÃO TERMINA NA URNA.

Quem vencer terá uma responsabilidade ainda maior: transformar aquilo que aprendeu e defendeu em atuação pública e continuar sendo acompanhada pela sociedade.

Quem não vencer continuará tendo conhecimento, experiência, relações e capacidade para participar da transformação de sua cidade.

Porque o objetivo maior não é produzir candidatas a cada quatro anos.

É construir uma rede permanente de mulheres preparadas para participar da vida pública brasileira.

2028 SERÁ CONSEQUÊNCIA

Em 2026, começamos a formar, estudar, organizar e agir.

Em 2027, ampliamos a rede, fortalecemos nossa presença nos municípios, produzimos conhecimento e mostramos resultados.

Em 2028, algumas dessas mulheres poderão transformar essa trajetória em representação política. Essa lógica — consciência e organização primeiro, representação depois — estrutura o calendário do próprio Projetando o Futuro.

Por isso:

2028 NÃO SERÁ O COMEÇO.

SERÁ A CONSEQUÊNCIA.

Não queremos descobrir mulheres somente quando precisarmos de seus votos.

Queremos conhecê-las agora.

Não queremos apenas perguntar quem deseja ser candidata.

Queremos perguntar:

Quem deseja ajudar a transformar seu município?

A candidatura poderá vir depois.

A liderança começa agora.

COLETIVO REHLUM

PROJETANDO O FUTURO

Mulheres diferentes. Causas comuns. Resultados reais.

2028 COMEÇA AGORA.

Seu município conta com você.

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